Eu fiquei muito feliz com minha primeira viagem internacional e o destino foi Buenos Aires muito brasileiros começam assim por ser mais barato que ir por nordeste do Brasil. Vou te falar meu roteiro e como foi minha viagem , eu fui por Aeroporto Santos Dumont e fiz uma conexão em Confins e peguei o voo direto para Buenos Aires.
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Eu comprei um cartão de passagem que você anda de ônibus e metrô eu fiz isso por não confiar nos taxistas de Buenos Aires. vou deixar um passeio muito bom acesse aqui Passeio em Buenos Aires
Eu comprei os passeios adiantado e foram o tango mais jantar, o city tour e o Argentine Experience tudo pela empresa https://www.instagram.com/brasileirosnargentina/
Essa viagem eu gastei 4000 reais 1000 de passagem aérea e 3000 para gastar lá eu recomendo levar cartão de crédito internacional ou usar uma empresa de câmbio confiável.
Vou deixar meu roteiro de 4 dias eu sugiro ir no Delta del tigre, meu roteiro em dias:
Dia 1 City tour
Dia 2 Tango
Dia 3 Argentine Experience
Dia 4 Delta del tigre
Se gosta de viajar conheça esse artigo também https://vibeboalifestyle.blog/2026/07/04/reveillon-em-florianopolis/
E foi assim meus dias na Argentina esse foi meu roteiro vou deixar outro roteiro para quem gosta de fugir do óbvio.
Este é um roteiro de 4 dias projetado para quem quer fugir completamente do óbvio. Esqueça o clichê do Caminito lotado de turistas, o show de tango pasteurizado para estrangeiros ou as filas quilométricas na Recoleta. Buenos Aires é uma cidade de infinitas camadas. Este itinerário vai levar você para explorar os segredos subterrâneos, a vanguarda gastronômica, a arquitetura brutalista, os mercados de bairro autênticos e a efervescência cultural que os portenhos guardam para si.
Prepare-se para caminhar por ruelas escondidas, jantar em palácios secretos e descobrir uma Buenos Aires pulsante, artística e profundamente original.
Dias 1 e 2: Centro e San Telmo Lado BGreen
Dias 3 e 4: Norte Moderno e Gastronomia Gray

Dia 1: O Centro Subterrâneo, Alquimia e Literatura
A maioria dos turistas caminha pela Avenida de Mayo olhando apenas para as vitrines. Hoje, você vai olhar para cima, para baixo e para trás das portas fechadas. O Centro de Buenos Aires esconde mistérios maçônicos, túneis literários e joias arquitetônicas que poucos se detêm para entender.
Manhã: O Farol de Dante e o Mirante Escondido
Comece o dia cedo no Palacio Barolo. Este edifício não é apenas uma obra-prima arquitetônica; ele é uma representação física da Divina Comédia de Dante Alighieri. O prédio é dividido em Inferno (térreo e subsolos), Purgatório (andares intermediários) e Paraíso (os andares superiores). Faça o tour guiado focado na simbologia maçônica e astrológica. O ponto alto é a subida até o farol no topo, que oferece uma vista panorâmica arrebatadora e sem as multidões dos mirantes tradicionais.
Após o Barolo, caminhe em direção à movimentada Rua Florida, mas ignore as lojas de couro. Seu destino é a Galeria Güemes. Inaugurada em 1915, esta joia art nouveau esconde um mirante incrível no 14º andar. Foi aqui que o escritor Antoine de Saint-Exupéry (autor de O Pequeno Príncipe) morou e, reza a lenda, mantinha um filhote de foca em sua banheira. A atmosfera do lugar transporta você diretamente para a Paris do início do século XX.
Almoço: O Subsolo dos Intelectuais
Para o almoço, fuja dos cafés tradicionais da avenida. Vá ao Café Tortoni apenas para uma foto rápida da fachada, se quiser, mas cruze a rua e desça as escadas em direção a uma das livrarias mais fascinantes da cidade: a Livraria de Ávila, a mais antiga de Buenos Aires. Perto dali, escondido em um subsolo, almoce cercado de livros antigos e intelectuais locais no ambiente silencioso de um café literário de bairro.
Tarde: A Paris Brutalista e Livros sobre Trilhos
Dedique a tarde para conhecer o lado monumental e menos óbvio da arquitetura portenha. Pegue a linha B do metrô (o Subte) — repare nas estações decoradas com murais históricos — e vá até o bairro de Recoleta, mas evite o cemitério. Vá direto para a Biblioteca Nacional Mariano Moreno.
Projetada pelo renomado arquiteto Clorindo Testa, a estrutura é um dos maiores ícones do brutalismo sul-americano. O prédio parece uma escultura de concreto flutuante sustentada por colunas maciças, erguendo-se sobre os jardins onde ficava a antiga residência presidencial de Perón e Evita. Suba até as salas de leitura no topo; as janelas geométricas emolduram o Rio da Prata e as copas das árvores de uma forma espetacular.
Noite: Jantar Secreto e Coquetelaria Botânica
Para a sua primeira noite, reserve uma mesa em um puerta cerrada (restaurante de portas fechadas). Esses locais funcionam em casas históricas ou apartamentos residenciais sem nenhuma placa na porta, atendendo apenas com reserva prévia. Um dos mais instigantes é o Casa Coupage, onde o foco é a harmonização perfeita entre pratos de vanguarda e vinhos de pequenos produtores de nicho da Argentina.
Termine a noite no Florería Atlântico, localizado no bairro de Retiro. Por fora, você vê apenas uma linda floricultura que vende vinhos selecionados. Ao abrir a porta de uma grande geladeira industrial e descer os degraus, você entra em um dos bares de coquetelaria mais premiados do mundo. Os drinks contam a história das ondas migratórias que construíram a Argentina, utilizando ingredientes nativos, destilados artesanais e botânicos incomuns.
Dia 2: San Telmo Subterrâneo, Design e Arte de Vanguarda
San Telmo é famoso pela feira de antiguidades aos domingos, mas o bairro é muito mais interessante nos dias de semana, quando os moradores locais ocupam as ruas de paralelepípedo e as oficinas de artistas estão trabalhando a todo vapor.
Manhã: Os Túneis Esquecidos e o Labirinto Arqueológico
Comece o dia descobrindo o passado colonial oculto da cidade no El Zanjón de Granados. No início da década de 1980, um morador comprou um casarão em ruínas do século XIX para transformá-lo em restaurante. Durante as obras, o chão cedeu e revelou uma rede de túneis de escoamento do século XVIII, utensílios antigos e as fundações da Buenos Aires de 1730. O tour guiado por esse labirinto subterrâneo de tijolos originais é uma verdadeira viagem no tempo, mostrando como a elite portenha vivia antes de abandonar o sul da cidade devido à epidemia de febre amarela.
Almoço: Street Food Global no Mercado Histórico
Siga para o Mercado de San Telmo. Embora a estrutura de ferro forjado de 1897 seja histórica, a alma gastronômica atual do mercado é vibrante e cosmopolita. Esqueça os restaurantes de parrilha para turistas nas bordas externas. Entre no coração do mercado e procure o Je Suis Luis, um balcão francês autêntico, ou o Nilson, um minúsculo bar de vinhos onde você pede uma taça diretamente da torneira e acompanha com sanduíches artesanais de lombo curado.
Tarde: Distrito das Artes e Modernismo Radical
Caminhe em direção ao sul, adentrando a área conhecida como o Distrito das Artes. Visite o MAMBA (Museu de Arte Moderna de Buenos Aires). O museu ocupa o prédio reciclado de uma antiga tabacaria de tijolos ingleses e abriga exibições provocativas e instalações interativas de artistas contemporâneos argentinos que desafiam a lógica tradicional.
Depois do museu, explore o Pasaje Defensa, um antigo casarão do século XIX (uma conventillo onde várias famílias de imigrantes viviam amontoadas) que foi transformado em um polo de lojas de design independente, ateliês de pintura e pátios internos cheios de plantas tropicais. É o lugar perfeito para comprar arte local sem a produção em massa das lojas de suvenir.
Noite: O Berço do Vinho Orgânico e Jazz no Porão
Caminhe até o limite entre San Telmo e Monserrat para jantar no Aldo’s Vinoteca, ou procure o descolado Vico Wine Bar, onde as paredes são fileiras de máquinas de vinho em taça de alta tecnologia. Você recebe um cartão magnético, escolhe a dose (degustação, meia taça ou taça cheia) e serve-se sozinho de rótulos raros da Patagônia e de Salta.
Feche a noite no Thelonious Club ou no Notorious, redutos históricos de jazz onde os melhores músicos de Buenos Aires se apresentam em ambientes intimistas, escuros e com acústica impecável, longe do circuito comercial.

Dia 3: Chacarita, Design Industrial e a Nova Cozinha Portenha
Palermo Soho já teve seus dias de vanguarda; hoje, a verdadeira cena cultural e gastronômica local migrou para Chacarita e Villa Crespo. Este dia é dedicado a entender a Buenos Aires jovem, criativa e residencial.
Manhã: O Cemitério Modernista e os Antiquários Industriais
Comece o dia explorando o Cemitério da Chacarita. Enquanto a Recoleta é compacta e barroca, Chacarita é monumental. Visite a seção do Sexto Panteão, uma gigantesca necrópole subterrânea brutalista projetada pela arquiteta Ítala Fulvia Villa na década de 1940. É uma obra-prima de engenharia e arquitetura funerária modernista, com galerias infinitas de concreto exposto, pátios de luz e linhas retas que parecem saídas de um filme de ficção científica.
Saindo dali, caminhe pelas calçadas arborizadas da Rua Charlone e explore os galpões de restauradores de móveis vintage e estúdios de cerâmica independente que se instalaram na região.
Almoço: Cozinha de Fogo e Fermentação Natural
Almoce no Anchoíta, se conseguir uma reserva com meses de antecedência, ou vá ao seu irmão mais novo e informal, o Anchoíta Panadería. Sente-se no balcão e peça os folhados salgados, os queijos artesanais de pequenos produtores argentinos e os pratos sazonais que mudam diariamente de acordo com o que foi colhido na horta própria do restaurante. Outra excelente opção na mesma rua é o Donnet, um restaurante escondido especializado em culinária fúngica (cogumelos artesanais fermentados e preparados no fogo), adorado pelos chefs locais.
Tarde: O Coração Criativo de Villa Crespo
Caminhe em direção ao bairro vizinho de Villa Crespo. Este é o antigo bairro têxtil da comunidade judaica, que hoje abriga as mentes mais criativas da cidade. Visite a livraria independente Mandrágora Libros y Cultura, que conta com um pátio interno maravilhoso para ler enquanto toma um café filtrado. Explore as confecções de roupas sem gênero e lojas de calçados de couro feitos à mão na Rua Aguirre, longe do comércio de massa dos outlets.
Noite: O Renascimento das Bodegas de Bairro
Para o jantar, experimente o conceito da “nova bodega portenha” no Chui. Escondido atrás de um portão de ferro cinza e um corredor repleto de plantas altas, o restaurante funciona em um antigo terreno baldio industrial totalmente aberto para o jardim. Toda a cozinha é vegetariana, baseada em um imenso forno a lenha de onde saem pizzas de fermentação natural, queijos azuis aquecidos com mel de cana e vegetais tostados com texturas surpreendentes.
Termine a noite tomando uma cerveja artesanal local ou um vermute direto da torneira no La Fuerza, um bar de esquina em Chacarita que produz seu próprio vermute à base de vinhos de Mendoza e ervas nativas dos Andes. O ambiente é frequentado quase exclusivamente por jovens designers, jornalistas e moradores do bairro.

Dia 4: Costanera Norte, Memória Viva e o Extremo Oriente
No seu último dia, afaste-se do centro geográfico da cidade e vá respirar o ar do Rio da Prata, compreendendo as cicatrizes históricas da Argentina e a sua vibrante modernidade multicultural.
Manhã: Arquitetura da Memória à Beira-Mar
Pegue um táxi ou use o aplicativo de transporte até o Parque de la Memoria, localizado na Costanera Norte, logo atrás do campus da Universidade de Buenos Aires (UBA). Este memorial ao ar livre de 14 hectares foi construído em homenagem às vítimas do terrorismo de Estado durante a ditadura militar das décadas de 1970 e 1980.
A arquitetura do parque é uma ferida aberta no terreno: uma rampa de concreto cinza corta a grama em direção ao Rio da Prata, onde grandes placas de pórfiro trazem gravados os nomes de milhares de desaparecidos políticos em ordem cronológica. O som das ondas do rio batendo contra os muros de contenção cria uma atmosfera de contemplação profunda e respeito. É um espaço de peso histórico inestimável e de beleza arquitetônica sóbria, completamente fora dos circuitos de turismo tradicionais.
Almoço: Choripán Gourmet e Street Food Asiática
Para o almoço, siga em direção ao bairro de Belgrano. Se quiser algo rápido e tipicamente portenho com um toque moderno, pare no Chori, que reinventou o clássico sanduíche de linguiça (choripán) usando cortes de porco defumado, cordeiro com hortelã e molhos chimichurri artesanais de lúpulo.
Se preferir algo completamente diferente, vá até o Barrio Chino (Bairro Chinês), em Belgrano, especialmente na área sob o viaduto da linha de trem (o Pasaje Echeverría). Este espaço ferroviário foi revitalizado e transformado em um polo de pequenas cabines gastronômicas de street food asiática, onde você pode comer baos de porco cozidos no vapor, lamen fresco e espetinhos taiwaneses enquanto observa o movimento dos moradores locais fazendo compras nos mercados de especiarias importadas.
Tarde: Oásis Escondido e Arte Têxtil Oriental
Dedique a tarde para explorar a parte residencial e aristocrática de Belgrano R, uma área repleta de casarões de estilo inglês e ruas ladeadas por árvores tipuanas gigantescas. Visite o Museu de Arte Espanhola Enrique Larreta. O acervo de arte renascentista e barroca espanhola é fascinante, mas o verdadeiro tesouro escondido aqui é o seu jardim andaluz. É um oásis absoluto de silêncio no meio da cidade, com labirintos de buxos, fontes de água em azulejos decorados, árvores cítricas e uma árvore ginkgo biloba centenária. Sente-se nos bancos de pedra para descansar e absorver a calmaria do lugar.
Noite: O Grand Finale da Alta Gastronomia e Bares Secretos
Para a sua última noite, faça um investimento na vanguarda da culinária argentina contemporânea. Evite os tradicionais rodízios de carne e reserve uma mesa no Chila (em Puerto Madero) ou no Trescha (em Villa Crespo). O Trescha oferece uma experiência ultraexclusiva para poucos comensais dispostos ao redor de um balcão de alta tecnologia, onde um menu de passos focado em pesquisa científica de ingredientes locais, fermentações complexas e texturas inesperadas desafia tudo o que você conhece sobre a culinária sul-americana.
Para fechar a viagem com chave de ouro, encontre o bar secreto Frank’s ou o Uptown (um bar cujo acesso se faz replicando perfeitamente uma estação de metrô de Nova York integrada a um vagão real). Peça um drink autoral à base de Cynar ou Fernet — os destilados amargos favoritos dos portenhos — e brinde a uma Buenos Aires que poucos turistas chegam a conhecer de verdade.
Dicas Práticas para o Viajante Alternativo
- Transporte: Esqueça os táxis pretos e amarelos convencionais para trajetos longos. Use os aplicativos locais como Cabify ou Uber, que são amplamente aceitos e oferecem tarifas transparentes. Para as linhas de metrô (Subte), compre o cartão SUBE em qualquer quiosque (kiosco) e carregue-o com alguns pesos.
- Câmbio: A economia argentina é dinâmica. Utilize o câmbio MEP (realizado pagando suas contas diretamente com cartões de crédito ou débito internacionais, que convertem o valor por uma taxa muito próxima ao câmbio paralelo oficializado) ou envie dinheiro para si mesmo via Western Union para retirar pesos em espécie nas agências da cidade.
- Reservas: Restaurantes de vanguarda e pequenos bares de alta coquetelaria como o Florería Atlântico ou Chui exigem reserva online prévia com semanas de antecedência. Não deixe para aparecer na porta sem agendamento.
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